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Saúde Mental e Memória: 30% da população têm algum problema

13 out 2019

13 out 2019

Até 2030, a depressão vai ser a doença mais comum do mundo, é o que afirma a Organização Mundial da Saúde (OMS). Por isso, saiba como cuidar da saúde mental no Sempre Bem dessa semana.

Estima-se que de cada 100 pessoas, 30 sofram ou venham a sofrer em algum momento da vida problemas de saúde mental, e que dessas 30 pessoas, pelo menos 12 tenham uma doença mental grave. A gente abre o Sempre Bem dessa semana falando desse assunto. 

Quais são as principais doenças relacionadas à saúde mental?

Para o psicogeriatra Nairton Cruz, em termos de prevalência, os transtornos de humor estão em sua maioria deles, por exemplo, depressão e ansiedade. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), até 2030 a depressão vai ser a doença mais comum no mundo. 

O que é depressão?

Ela é causada por sintomas de tristeza e pela falta de alegria nas coisas que antes lhe motivava a viver (anedonia). Por exemplo, a pessoa antes gostava de sair para conversar com os amigos, ir à praia, jogar futebol. Depois, vai se afastando e dizendo uma série de nãos para todas as coisas. 

“A doença vem acompanhada de outros sintomas, como a falta de apetite, dificuldade para o sono e apetite, e transtorno de irritabilidade. As pessoas também passam a ter uma leitura negativa de tudo o que se passa ao redor e ter uma visão pessimista”, explica o especialista.

O que pode desencadear os sintomas?

As pessoas, às vezes, são educadas desde criança a irem sempre pelo caminho mais fácil. Isso não traz aprendizado para você formar a resiliência, que é a capacidade de aguentar efeitos negativos que vêm da vida e lidar com as frustrações.

Como a depressão é tratada?

Conforme o psicogeriatra, a pessoa ter bons hábitos de sono, uma boa dieta e atividade física regular previnem o adoecimento. Mas existem exemplos que a depressão já está em um caso tão grave que exige medicação.

Qual é a melhor maneira de agir com uma pessoa que apresenta sintomas da depressão?

O ideal é indicar que esse indivíduo procure ajuda ou se ofereça para ir com essa pessoa ao especialista. Isso é uma maneira de propiciar àquela pessoa a chance dela viver com qualidade de vida e viver em plenitude. 

“O apoio é uma das coisas principais que essas pessoas procuram. Quando se conversa com um paciente que fala sobre algum sintoma depressivo, é obrigatório que a gente pergunte, por exemplo, sobre intenção de suicidalidade, porque muitos deles pensam em acabar com sua própria vida”, revela Nairton Cruz.

Saúde mental e memória

Assim como a saúde mental, existe também um outro fator que pode afetar o cérebro que é a perda de memória. Da mesma forma que o corpo, o cérebro também precisa de estímulos para se manter ativo e saudável. E para quem sofre com a perda de memória e de concentração, uma das soluções podem ser os exercícios neuróbicos.

O que são os exercícios neuróbicos?

Conforme o pesquisador em Neurociência Alex Viana, são exercícios para fortalecer conexões e criar novas trilhas neurais relacionadas a um determinado comportamento, desfavorecendo determinados órgãos dos sentidos para que outros se sobressaiam.

Para quem são indicados esses exercícios?

“Eles são úteis especialmente para idade adulta e velhice. Se desde cedo a pessoa iniciar a inserção desses exercícios na rotina, ao invés de sair fazendo tudo no automático, é possível  racionalizar e fazer de outra forma para mobilizar outras redes neurais, conseguindo gerar reserva e minimizar os impactos desse declínio natural do envelhecimento”, pontua Alex.

Quais são esses exercícios neuróbicos?

  • Colocar o relógio de pulso no braço que não é o dominante;
  • Escrever com a mão não dominante;
  • Tomar banho com a luz apagada;
  • Ler de cabeça para baixo.

Esses exemplos realizam um esforço neurológico maior, que favorece o processo de fortalecimento e criação de novas redes neurais. Ou seja, “tudo o que a gente fizer que for diferente do normal vai favorecer esse processo”, aborda o pesquisador em Neurociência.

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Matéria originalmente veiculada no programa de 13 de outubro de 2019.

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