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Câncer de pele é o mais frequente no Brasil e no mundo

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Câncer de pele é o mais frequente no Brasil e no mundo

O verão é sempre um convite à exposição solar em praias ou piscinas. Por isso, durante todo este mês, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) realiza a campanha Dezembro Laranja, que chama atenção para o risco do câncer de pele, tipo mais comum da doença no Brasil, com cerca de 165 mil novos casos todo ano, e no mundo.

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam uma ocorrência mundial de 2 a 3 milhões de casos de câncer de pele não melanoma anuais. Já a American Cancer Society estima que a incidência chegue a 5,4 milhões somente nos Estados Unidos. As chances de cura para esse tipo de neoplasia ultrapassam os 90% quando descoberta e tratada em sua fase inicial.  

O Sempre Bem dedica as próximas linhas para esclarecer mais sobre esse assunto e ainda trazer dicas de cuidados preventivos. Confira!

Não deixe de conferir a reportagem (Bronzeado com Saúde. Como evitar o envelhecimento precoce)

O que é câncer?

Câncer é o crescimento desordenado de células em tecidos e órgãos, e existem mais de 100 tipos diferentes da doença. Quando essas células se dividem rapidamente, costumam ser muito agressivas, formando tumores malignos que podem se estender a outras áreas do corpo (metástase). A neoplasia que afeta os tecidos epiteliais, como pele e mucosas, recebem o nome de carcinoma.

Tipos de Câncer de Pele

O câncer de pele que mais afeta os brasileiros pode ser evitado e tem prognóstico de cura muito elevado. Já o tipo mais agressivo da doença afeta pouco mais de 6 mil pessoas no Brasil, e o diagnóstico precoce tem sido um importante aliado na sobrevida dos pacientes nos últimos anos. Conheça os diferentes tipos:

Câncer de pele melanoma

É o câncer originado nas células que produzem a melanina, substância que dá cor à pele, e pode ocorrer em qualquer parte do corpo em forma de sinais, pintas ou manchas. Embora seja mais comum em adultos brancos, pessoas de pele negra também podem apresentar a doença, principalmente nas áreas mais claras, como plantas dos pés e palmas das mãos.

O melanoma é o tipo mais grave, pois há muita possibilidade de ocasionar metástase, mas ele representa somente 3% dos tumores.

Câncer de pele não melanoma

Tipo mais frequente no Brasil, ele corresponde a cerca de 30% de todas as neoplasias malignas registradas, conforme o Instituto Nacional do Câncer (INCA). Costuma aparecer em regiões corporais muito expostas à radiação ultravioleta e afetar pessoas com mais de 40 anos, no entanto, a média de idade pode diminuir com a exposição contínua aos raios solares.

O câncer de pele não melanoma é mais comum em pessoas de pele clara, que se expõem de modo prolongado e repetido aos raios ultravioletas e com histórico familiar (ou pessoal) desse tumor. Além disso, a detecção precoce também é responsável pelos altos índices de cura e menor causa de mortalidade.

Os subtipos das neoplasias não melanoma são:

Carcinoma basocelular: é menos agressivo. Corresponde a 70% dos diagnósticos e ocorre nas células localizadas na camada mais profunda da epiderme (camada superior da pele). A lesão mais comum é o nódulo-ulcerativo - uma pápula vermelha, brilhosa, com uma crosta central, que pode sangrar com facilidade.Carcinoma epidermoide ou espinocelular: segundo tipo mais comum (25% dos casos), surge a partir de uma ferida ou sobre uma cicatriz e acomete duas vezes mais homens que mulheres. Também é mais grave, uma vez que o poder de destruição dos tecidos e a chance de metástase desse câncer são maiores.

Sintomas

médica analisa sinais do cancer de pele

O câncer de pele não melanoma atinge principalmente as regiões do corpo que ficam mais expostas ao sol, como braços, couro cabeludo, orelhas, face, pescoço, ombros e costas. Portanto, deve-se ficar atento a manchas que coçam, sinais ou pintas que mudam de cor, forma ou tamanho e feridas que não cicatrizam em até quatro semanas. 

Já o melanoma pode acometer áreas de pele cobertas e, inclusive, pessoas mais jovens. Portanto, a aparição e modificação de sinais no corpo é motivo suficiente para procurar orientação médica.

Além disso, dermatologistas indicam uma metodologia que serve para auxiliar na identificação dos três tipos de câncer da pele: carcinoma basocelular, carcinoma espinocelular e melanoma. Tratam-se das Regras do ABCDE, usadas como uma forma de autoexame para reconhecer sinais perigosos: 

A - Assimetria: sinais assimétricos, uma metade diferente da outra

B - Borda: bordas irregulares ou contorno mal definido 

C - Cor: presença de dois tons ou mais na mesma lesão

D - Diâmetro: sinais com 6 milímetros ou mais

E - Evolução: mudança nas características (tamanho, forma e cor)

Ao perceber qualquer uma dessas características, procure um dermatologista, pois somente o especialista pode fazer o diagnóstico correto.

Leia também (Erros que prejudicam a saúde e beleza da pele)

Prevenção

mulher passa protetor solar no rosto

Prevenção é a palavra de ordem contra o câncer de pele, e há muitos cuidados que podem ser incorporados à rotina diária para alcançar esse objetivo. Qualquer que seja a época do ano, o uso do protetor solar é fundamental, porém, com a chegada do verão, ele se torna indispensável. Também é necessário evitar os excessos, afinal, o filtro solar não inibe 100% da radiação UV. 

O ideal é aplicar uma camada espessa na pele diariamente antes de sair de casa e reaplicar ao longo dia. Além disso, deve-se dar preferência a produtos com FPS 30 ou maior para garantir a proteção cutânea na estação do calor. Outras medidas que ajudam são:

Usar chapéuProteger os olhos com óculos escuros que tenham tratamento UV nas lentesDar preferência a roupas que cubram parte do corpo ou tecidos com fotoproteçãoEvitar sair em horários de sol mais intenso, entre 10h e 16h 

Confira também (Como escolher protetor solar para pele oleosa)

Tratamento

O tratamento cirúrgico costuma ser o mais indicado para todos os tipos da doença. Porém, podem ser necessárias outras intervenções, como radioterapia e quimioterapia, a depender do tipo e estágio da neoplasia.

Dezembro Laranja 

Dezembro Laranja é uma iniciativa promovida pela Sociedade Brasileira de Dermatologia como parte das ações da Campanha Nacional de Prevenção ao Câncer da Pele. Ela acontece no Brasil desde 2014 para informar e conscientizar a população sobre as formas de prevenção, diagnóstico e tratamento da doença. 

Em 2019, com o tema “Um Sinal Pode Ser Câncer De Pele”, a campanha dá enfoque aos principais sintomas da doença para orientar as pessoas a procurar atendimento médico especializado o quanto antes. 

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Referências: INCA | Sociedade Brasileira de Dermatologia | Ministério da Saúde | American Cancer Society | Instituto Oncoguia