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Congelamento De Óvulos: Garantia De Maternidade?

CONGELAMENTO DE ÓVULOS: Garantia De Maternidade? Você planeja Engravidar no Futuro? Sabia que existe uma técnica para te auxiliar nesse momento? O Congelamento de Óvulos. Para tirar todas as Dúvidas sobre esse procedimento, Bruna Thedy conversou com a ginecologista Lílian Sério para Entender melhor o assunto. Acompanhe o vídeo!

Para quem busca engravidar, existe um procedimento que tem sido bastante procurado: o congelamento de óvulos. Segundo a ginecologista Lílian Sério, trata-se do estímulo dos ovários para produzirem o máximo de óvulos possível no mês. Em seguida, faz-se a punção, mantendo os óvulos congelados no laboratório para que a mulher utilize-os no futuro.

“Congelamos os óvulos maduros e os imaturos, porque os imaturos ainda podem amadurecer na incubadora no futuro. Porém, existem óvulos que já romperam, por exemplo, e estes não são utilizados”, explica.

A estimulação dos óvulos é feita da seguinte forma:

1.    A mulher menstruada vai no consultório, faz um ultrassom e avalia a sua quantidade de óvulos;

2.    Indução de hormônios (os mesmos que existem no corpo, porém em uma dose muito maior). O processo até o dia da captação dos óvulos dura, em média, de 10 a 14 dias.

Quando perguntada para quem é indicado o congelamento de óvulos, a médica esclarece que, cada vez mais, as mulheres postergam a gestação. “Essa é uma garantia de que a quantidade de óvulos não será pouca e de baixa qualidade. Na verdade, a mulher está preservando a sua fertilidade, aumentando as chances de engravidar no futuro.”

A técnica também é muito procurada por mulheres que tiveram diagnóstico de câncer e precisarão fazer quimioterapia. “A quimioterapia é um tratamento que, muitas vezes, coloca a mulher numa menopausa precoce, então ela não vai conseguir mais produzir óvulos”, pontua.

CORRENDO CONTRA O TEMPO

Lílian ressalta que a reserva ovariana da mulher diminui a partir do dia em que ela nasce, mas, a partir dos 35 anos, diminui rapidamente. “Muitas mulheres acreditam que por terem uma vida saudável, certamente terão óvulos saudáveis após essa idade e não funciona assim. Infelizmente, os óvulos envelhecem muito e rápido”.

Existem, ainda, outros mitos que cercam este tema. O especialista em reprodução humana Daniel Zylberstein esclarece:

Congelar óvulos é um procedimento muito invasivo?

MITO: O procedimento de captação de óvulos envolve uma cirurgia feita com sedação aonde o médico, através de uma agulha guiada por ultrassom, entra dentro do ovário para recuperar os óvulos. Não existe corte, a recuperação é praticamente imediata após a paciente acordar e depois vai para casa com um dia de repouso.

Os óvulos congelados não perdem a qualidade com o tempo?

VERDADE: Os óvulos podem ficar congelados por tempo indeterminado.

Existem muitas contraindicações para fazer o congelamento de óvulos?

MITO: Existem algumas contraindicações para realizar um estímulo ovariano que envolve hormônios, como um cisto ou nódulos na mama ou tireoide, ou um problema de trombofilia, que pode, por exemplo, elevar o risco de trombose. Por isso, a mulher precisa ser muito bem avaliada na sua saúde geral a fim de realizar o tratamento com toda segurança.

Fazer a estimulação ovariana engorda?

MITO: Ocorre uma maior retenção de líquido por razões hormonais. Porém, quando a mulher menstrua, automaticamente ocorre a perda desse líquido retido.

A gravidez decorrente do congelamento de óvulos pode ser diferente de uma gravidez espontânea?

MITO: O único cuidado que precisamos lembrar é que no tratamento reprodutivo, nós temos uma chance um pouco maior de gemelaridade. Um outro fator que pode agregar mais risco é a idade materna mais avançada, que também envolve mais cuidado.

O especialista ressalta que a ciência congela a óvulos há mais de 20 anos, mas só em 2012 a Associação Americana de Medicina Reprodutiva fez com que o congelamento de óvulos deixasse de ser experimental para ser considerada uma técnica clinicamente efetiva para uso nas clínicas de reprodução humana de uma forma rotineira.

No entanto, Lílian esclarece que nem todo o óvulo dá embrião, nem todo embrião é de boa qualidade e nem todo embrião de boa qualidade vai dar gravidez. “Infelizmente, a medicina ainda não é capaz de descobrir o milagre da implantação do embrião no útero. Às vezes, a gente põe o embrião perfeito dentro do útero perfeito e não rende a gravidez. Para cada idade, existe uma quantidade mínima para que a mulher fique segura”.

A enfermeira Camila Barboza tentou engravidar de forma natural durante um ano. “Comecei a investigar e descobri que, além de um mioma que retirei através de uma cirurgia, tinha também uma alteração na anatomia das minhas trompas, sem falar na obesidade”. Infelizmente, o drama não parou por aí. Seu marido, o administrador de empresas Danilo Endo descobriu um câncer de tireoide e precisava melhorar a qualidade de seus espermatozoides. Após uma série de consultas, o procedimento de fertilização foi realizado com sucesso. “O nosso sonho se chama Bernardo, está com quase dois anos e é o nosso grande amor”, confessa Camila.

A ginecologista Lílian Sério reforça a importância da união do casal e do cuidado com a saúde mental durante o tratamento. “Não é um processo fácil. Nem todos os casais têm a sorte da Camila e do Danilo e precisam tentar mais de uma vez. Além disso, a ansiedade também piora a qualidade do óvulo e do espermatozoide. Portanto, o casal tem que estar muito alinhado e com os objetivos claros”.

Estatisticamente, cerca de 30% dos problemas de fertilidade têm relação com as mulheres, 30% com os homens e em 40% dos casos, ambos apresentam complicações. Logo, diferente do que muitas pessoas acreditam, é um grande erro acreditar que esta dificuldade está relacionada apenas com o público feminino.

Quando perguntada se o congelamento de óvulos e a FIV são procedimentos muito caros, a ginecologista explica que infelizmente, ainda têm preços altos, mas, atualmente, existe a doação compartilhada onde mulheres podem doar parte dos óvulos para aquelas que precisam. Dessa forma, quem receberá, pagará, em média, metade do tratamento.

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