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O que Fibromialgia, Lúpus e Alzheimer têm em comum?

Sintomas diferentes e um ponto em comum: a ausência de cura. A campanha Fevereiro Roxo, incentiva o diagnóstico precoce para garantir qualidade de vida.


Atualizado em:

Tempo estimado: 5 min

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O que Fibromialgia, Lúpus e Alzheimer têm em comum?

Por: Ladinne Campi

“Se não houver cura, que pelo menos haja conforto”: Com esse slogan, a campanha lembra que mesmo diante da ausência de cura, é possível viver com qualidade de vida. Mas, para isso, o diagnóstico precoce é fundamental.

Associar meses específicos à campanhas relacionadas à saúde é uma forma de chamar a atenção da sociedade para a importância dos devidos diagnósticos e tratamentos. Apesar dos avanços da medicina, nem sempre uma condição conta com a possibilidade de cura, como é o caso da fibromialgia, do lúpus e do mal de Alzheimer.

Pensando nisso, a campanha Fevereiro Roxo foi criada na cidade de Uberlândia (MG) e, desde 2014, aborda o slogan “se não houver cura, que ao menos haja conforto”. Dessa forma, a iniciativa chama a atenção para o fato de que portadores de doenças crônicas não precisam viver sem qualidade de vida.

O fato é que o diagnóstico precoce melhora a resposta ao tratamento e é capaz, inclusive, de retardar os sintomas. Então, quanto mais informação, melhor.

FIBROMIALGIA

Segunda doença reumatológica mais comum no Brasil, a fibromialgia afeta cerca de quatro milhões de pessoas. Destes, 75% a 90% são mulheres que vêem a sua qualidade de vida ser prejudicada por dores, sem causa aparente, que não cessam.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a comorbidade afeta, principalmente, tendões e articulações, além de provocar fadiga, sono não reparador e distúrbios de humor, como ansiedade e depressão. Dificuldade de concentração e problemas de memória também são queixas comuns.

Normalmente, o diagnóstico é clínico e feito por exclusão. O tratamento consiste em medidas farmacológicas – através de medicamentos de uso psiquiátrico, entre outros - e comportamentais, como o estilo de vida. Praticar atividade física e fazer fisioterapia ajudam a controlar as dores, além de acupuntura, terapia ocupacional e psicoterapia também são alternativas que garantem a qualidade de vida dos pacientes.

LÚPUS

O Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) é uma doença inflamatória autoimune e ocorre quando o sistema imunológico ataca os tecidos saudáveis do próprio corpo. O sistema imunológico existe para nos proteger de vírus, bactérias e agentes patológicos, mas uma espécie de “erro” faz com que pele, articulações, fígado, coração, pulmão, rins e cérebro sofram agressões.

Não se sabe, ao certo, qual é o gatilho de uma doença autoimune, mas pesquisas indicam que não existe uma causa específica, e sim um conjunto de fatores hormonais, infecciosos, genéticos (os riscos aumentam cerca de 17 vezes quando presente em parentes de primeiro grau) e ambientais.

Cerca de 90% dos casos de lúpus ocorrem em mulheres entre 20 e 45 anos e, geralmente, a suspeita ocorre após os sintomas, que incluem:

- Úlceras na boca;

- Lesões nas laterais do nariz e estende-se até a região malar;

- Fotossensibilidade e vermelhidão em áreas expostas à luz solar;

- Dor articular (principalmente membros superiores) assimétrica e itinerante;

- Lesão renal.

Segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR), existem quatro tipos de Lúpus:

- Lúpus eritematoso cutâneo: afeta apenas a pele;

- Lúpus eritematoso sistêmico: afeta diversos órgãos e tecidos (pele, articulações, membranas que revestem órgãos, sistema nervoso central etc);

- Lúpus induzido por remédio: surge durante o tratamento com algumas classes de medicamentos, como os usados para tratar tuberculose e hipertensão. Felizmente, os sintomas costumam desaparecer com o fim do tratamento.

- Lúpus neonatal: Como o próprio nome indica, é passado da mãe para o recém-nascido, podendo o organismo do bebê combater ou desenvolver o lúpus.

O tratamento da doença é feito através de anti-inflamatórios, corticoides ou imunossupressores.

ALZHEIMER

De acordo com a Associação Brasileira de Alzheimer (ABRAz), estima-se que no mundo, cerca de 35,6 milhões de pessoas sofram com o mal de Alzheimer. No Brasil, são aproximadamente 1,2 milhão de casos - cuja maior parte sequer foi diagnosticada.

A causa ainda é desconhecida, mas, de fato, há um componente genético que corresponde a 10% dos casos. Normalmente, os pacientes estão acima da faixa-etária dos 60 anos e, em geral, são acometidos pela perda da memória e demência. Porém, existem, ainda, outros sintomas:

- Interferência na linguagem;

- Comprometimento da compreensão;

- Alteração na percepção da realidade;

- Baixa na capacidade intelectual e emocional.

O diagnóstico do Alzheimer é feito através de um médico generalista, psiquiatra, neurologista ou, em alguns casos, até em conjunto. Na sequência, o tratamento farmacológico entra em ação: trata-se de uma medicação diária que atua no neurotransmissor do cérebro, retardando o avanço da doença neurodegenerativa e permitindo aos pacientes manterem a qualidade de vida por mais tempo.

A SUA SAÚDE IMPORTA

Uma pesquisa realizada pelo IBOPE Inteligência constatou que os brasileiros não conhecem a importância de identificar uma patologia ou distúrbio precocemente. De forma geral, as doenças progridem com o passar do tempo e apresentam um aumento na intensidade dos sintomas.

O diagnóstico precoce é feito através de exames periódicos, que devem ser realizados mesmo que o paciente se considere saudável e assintomático. Diante de algum sintoma atípico, vale uma investigação aprofundada, mesmo com o check-up em dia.

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