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Leucemia: Entenda essa doença

A doença dos glóbulos brancos, de ordem maligna e origem desconhecida.

Tempo estimado: 3 min

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Leucemia: Entenda essa doença

Por: Ladinne Campi

Segundo o Observatório de Oncologia, 63.452 óbitos por leucemia foram registrados no Brasil entre os anos de 2008 e 2017. A faixa etária de vítimas corresponde, em sua maioria, a indivíduos de 70 a 79 anos.

De acordo com o INCA (Instituto Nacional do Câncer), a leucemia é a doença dos glóbulos brancos, de ordem maligna e origem desconhecida. De forma simples, pode-se dizer que este câncer acomete as células do sangue, levando à multiplicação destas, como explica o médico especialista pela AMB em hematologia e hemoterapia João Paulo Caxile Barbosa (CRM: 9077). "Se a célula tiver uma característica conhecida, como é o caso das plaquetas ou dos neutrófilos, indica um subtipo de caráter cônico. Se não houver diferenciação, provavelmente trata-se de uma leucemia aguda". A proliferação destas células na medula impede que as células saudáveis sejam produzidas, resultando em anemia, queda de plaquetas, surgimento de pontos vermelhos ou manchas roxas no corpo e baixa imunidade, que, por sua vez, torna o indivíduo mais suscetível a infecções de repetição.

O médico esclarece, ainda, que a leucemia linfóide provém dos linfócitos, um tipo de célula branca de defesa. Já a leucemia mielóide é proveniente de outras células da medula.

Quais os sintomas da leucemia?

Dr. João Paulo: Além dos sintomas supracitados (equimoses e petequias), o indivíduo pode sentir-se fraco e apresentar palidez. As infecções podem acometer as vias respiratórias e urinárias e, em alguns casos, ocorre o aumento da barriga em consequência do crescimento do baço. Por fim, é possível sentir dores semelhantes a quadros reumatológicos, como fibromialgia.

Como é feito o diagnóstico?

Dr. João Paulo: O exame para avaliação da medula óssea chama-se mielograma. A medula está localizada no interior dos ossos, por isso, realizamos uma punção para coleta do sangue; dessa forma, é possível avaliar se existem células malignas. Além disso, também realizamos a imunofenotipagem para descobrir o tipo de leucemia e o exame de cariótipo, que verifica possíveis mutações da doença a fim de orientar o prognóstico do tratamento.

Como se dá o tratamento da leucemia?

Dr. João Paulo: Em relação às leucemias agudas, que são mais graves, realiza-se a quimioterapia, que exige internação. Dependendo da indicação, é possível lançar mão do tratamento endovenoso ou subcutâneo, que pode ser ambulatorial e, em quadros crônicos, o médico pode receitar quimioterápicos orais. É importante levar em consideração o status do paciente, ou seja: se ele possui doenças associadas (hipertensão, diabetes, alterações hepáticas etc.). Já o transplante de medula óssea pode ser necessário em casos mais graves e avançados da doença.

Existe grupo de risco ou um perfil de pacientes?

Dr. João Paulo: Existe uma faixa etária com maior incidência para cada tipo. Leucemia linfoide aguda costuma acometer crianças mas ressalto que, em geral, esse público responde muito bem ao tratamento. Existem leucemias mais comuns em adultos e idosos.

É possível prevenir a leucemia?

Dr. João Paulo: A melhor maneira de prevenir e evitar é cuidar da saúde através dos exames de rotina e a busca precoce por atendimento médico. Sabemos que fatores como tabagismo, exposição a solventes, derivados de petróleo e BPA (substância presente em alguns recipientes de plástico) são agentes mutagênicos e têm associação com o aparecimento da leucemia. O fator de risco também aumenta se o paciente fez tratamento quimioterápico prévio para outro tipo de câncer.

Fonte: João Paulo Caxile Barbosa, médico especialista pela AMB em hematologia e hemoterapia.