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Hipertensão x COVID-19: Qual a relação?

Pressão alta é fator de risco em pacientes infectados pela Covid-19

Tempo estimado: 4 min

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Hipertensão x COVID-19: Qual a relação?

Por: Ladinne Campi

Diante do impacto provocado pela Covid-19, causada pelo coronavírus Sars-coV-2 na saúde pública mundial, tem-se observado pacientes que desenvolvem a doença de forma mais agressiva. Geralmente, trata-se do grupo de risco, uma população com características que a torna mais vulnerável, exigindo, portanto, cuidados especiais.

É o caso de pessoas hipertensas. De forma simples, a hipertensão arterial sistêmica ocorre quando a pressão que o sangue faz na parede das artérias é demasiado forte, ficando acima dos limites considerados normais. A pressão sanguínea, quando abaixo de 14/9, é considerada normal. Porém, ao ultrapassar a marca de 19/12, indica um quadro de hipertensão grave.

Por se tratar de uma doença silenciosa, muitas vezes é descoberta tardiamente, aumentando as chances de provocar lesões no coração, dor, angina, aumento das placas de gordura nos vasos sanguíneos, infartos, derrames e AVC. Segundo o cardiologista Felipe Carrha Machado, também são frequentes quadros de nefropatia hipertensiva (insuficiência renal), retinopatia hipertensiva (doença das retinas que ocasiona cegueira) e cardiopatia hipertensiva (aumento da espessura do músculo do coração) que pode levar a insuficiência cardíaca.

Mas os agravantes não param por aí. Como supracitado, no último ano, uma parcela expressiva de pacientes infectados pela Covid-19 apresentaram associação com essa comorbidade, além de sofrerem piora no quadro. Entretanto, o cirurgião cardiovascular Adriano Milanez esclarece que não há estudos que comprovem essa ligação. “Ocorre que pacientes hipertensos são mais propensos a desenvolver problemas cardiovasculares e, durante uma infecção viral sistêmica, como o coronavírus, as chances de sofrerem complicações são maiores.”

Além disso, Carrha destaca que a hipertensão é mais prevalente entre a população idosa. “Portanto, pacientes com HAS frequentemente já possuem alguma complicação preexistente que é potencializada pelos efeitos da infecção pelo vírus no organismo”.

Vale ressaltar, ainda, que o período pandêmico tornou os problemas de saúde mental mais frequentes. Um estudo realizado pela UERJ e publicado pela revista The Lancet aponta que os casos de depressão aumentaram 90% entre março e abril de 2020. Se você está se perguntando qual é a relação com a hipertensão, a resposta é: total. “Estresse, ansiedade e sono pouco reparador pioram a pressão arterial porque há uma descarga exagerada de hormônios. Além disso, provocam alterações nos hábitos de vida. Por isso, é tão importante reforçar a importância de continuar cuidando da saúde física e mental”, pontua Dr. Milanez.

Carrha complementa: “Fatores emocionais como impulsividade, hostilidade, estresse, ansiedade e raiva são extremamente nocivos. O estresse é um dos fatores que faz a pressão arterial subir, podendo chegar a níveis perigosos”. O médico aproveita a oportunidade para ressaltar a importância de manter avaliações médicas periódicas (presenciais ou à distância) a fim de conhecer as maneiras de checar a pressão e receber orientações adequadas para tratá-la.

TRATAMENTO: COVID-19 X HIPERTENSÃO

De acordo com o cardiologista Felipe Carrha Machado, no início da pandemia, acreditava-se que pacientes hipertensos, por usarem medicação que age sobre a enzima conversora de angiotensina 2, estariam mais suscetíveis à virose, uma vez que o vírus usa essa enzima para entrar nas células humanas, e determinadas medicações podem elevar a ECA2 circulante. Porém, diversos estudos tem mostrado dados controversos, de modo que não se indica a retirada dessas medicações na população hipertensa.

Portanto, a recomendação é: Prevenir. Neste sentido, vale reforçar a importância de manter hábitos saudáveis no dia a dia. Evitar o sal é o primeiro passo para manter a pressão controlada. Fugir do sedentarismo também é fundamental: “A prática de exercícios físicos deve ser mantida mesmo durante o lockdown. Devem ser realizados, dentro do possível, exercícios aeróbicos de duas a três vezes por semana. Além disso, é importante frisar que não há necessidade de trocar a medicação devido ao risco de infecção ou mesmo se o paciente for infectado, salvo em casos específicos, mediante orientação de um cardiologista”, esclarece Dr. Milanez.

“Manter uma alimentação equilibrada, corrigir a obesidade, controlar o estresse através da meditação, parar de fumar e evitar o consumo excessivo de bebidas alcoólicas são práticas fundamentais para controlar a pressão alta”, finaliza Carrha.

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Fonte: Felipe Carrha Machado (cardiologista), Adriano Milanez (cirurgião cardiovascular), Revista The Lancet