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Glicemia: a importância do controle glicêmico

A glicemia alta é responsável pelo diabetes mellitus

Tempo estimado: 6 min

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Glicemia: a importância do controle glicêmico

Falar de glicemia é impossível sem falar de açúcar. E não é só o açúcar que utilizamos para adoçar aquele suco ou cafezinho, hein! O aumento da glicemia está diretamente ligado ao consumo de alimentos. Portanto, deve-se dar prioridade a uma alimentação com carboidratos advindos de fontes integrais, pois eles vão garantir a produção adequada de glicose, facilitando o controle glicêmico que evita o diabetes. 

Funciona assim… A glicose presente nos alimentos converte-se em energia e mantém cada célula do corpo funcionando. Sem ela, cérebro, coração, rins, fígado e demais órgãos vitais não conseguem desempenhar bem suas funções. Toda essa energia chega ao nosso organismo graças ao sistema vascular, que transporta o sangue através das artérias, veias e capilares.

Por isso, é tão importante manter os níveis de glicemia sob controle, pois qualquer alteração, para mais ou para menos, tem consequências no nosso dia a dia. A hipoglicemia, por exemplo, causa episódios de tremores, corpo frio, fraqueza e visão turva, mas não é uma doença - basta que se faça ingestão de alimentos para normalizar as taxas de açúcar no sangue (glicose).

O Sempre Bem falou com o cirurgião vascular e endovascular, Vicente Freire, para explicar os riscos do excesso de açúcar na circulação. Pronta para colocar a saúde em dia? 

O que é glicemia?

Glicemia é a concentração de glicose no sangue, que é avaliada a partir de exames de sangue específicos que detectam se os níveis glicêmicos estão normais, baixos ou altos. Para uma pessoa ser diagnosticada com diabetes, é preciso passar pelos exames de hemoglobina glicada e glicemia.

Níveis glicêmicos

frutas e verduras e aparelho de glicemia
Alimentação saudável é aliada do controle glicêmico | Foto: iStock

A quantidade de glicose no sangue pode variar de 70 mg/dL até 99 mg/dL para a glicemia ser considerada normal. Menor que 70 mg/dL indica hipoglicemia e, a partir de 100 mg/dL significa que ela está alterada.

Essa alteração pode ser entendida como pré-diabetes (100 a 125 mg/dL) ou diabetes mellitus (maior ou igual a 126 mg/dL). Vicente Freire reforça que “a causa mais comum de aumento constante da glicose no sangue - hiperglicemia - é o diabetes mellitus (DM)”. 

Hiperglicemia e sistema vascular

De acordo com publicação do Comitê Internacional de Especialistas, American Diabetes Association (ADA), o DM foi definido como um grupo de doenças metabólicas oriundo de uma hiperglicemia causada por defeitos na secreção ou na ação da insulina, ou em ambas. A insulina é um hormônio que o pâncreas produz, e sua função é transformar a glicose em produção de energia.

Diabetes

“O diabetes mellitus caracteriza-se por hiperglicemia crônica com distúrbios do metabolismo dos carboidratos, lipídios e proteínas. Este quadro está associado, após longos períodos, ao prejuízo e à falência de vários órgãos, especialmente olhos, rins, nervos, coração e vasos sanguíneos”, explica o cirurgião.

Pessoas com diabetes também têm mais predisposição a sofrer com pressão alta. Isso acontece porque a resistência à insulina, característica do diabetes tipo 2, afeta o acesso das células à glicose em circulação. O resultado disso é açúcar de sobra no sangue, fator que contribui para as artérias se enrijecerem, aumentando a pressão arterial.

Ainda não sabe qual a diferença entre os tipos de diabetes? Calma, vamos acabar de vez com sua dúvida agora. Confira!

  • Diabetes tipo 1 - é aquela que normalmente ocorre por influência genética ou quando uma doença faz com que o pâncreas suspenda a produção de insulina.
  • Diabetes tipo 2 - pode estar ligado a fatores como colesterol alto, pressão alta e obesidade.

Para entender melhor o diabetes, assista ao vídeo (Entendendo o diabetes: é importante prevenir)

 

Efeitos do descontrole glicêmico

Claro que qualquer alteração no funcionamento do organismo tem suas consequências, não é!? 

Quando se trata do descontrole glicêmico, “as principais consequências à saúde são as complicações diabéticas e os distúrbios metabólicos do diabetes, principalmente a hiperglicemia”, destaca Vicente Freire. 

O especialista também alerta que o diabetes mellitus está associado ao surgimento de doenças cardiovasculares. Ainda de acordo com o médico, isso “aumenta as chances dos pacientes tipo 2 em quatro vezes de morrer por doença cardíaca e de ter AVC (acidente vascular cerebral), em comparação com pacientes não diabéticos”.

Já viu que é sério, não é!? As complicações do diabetes são as principais responsáveis pela morbidade e mortalidade dos pacientes diabéticos. 

Como cuidar

O principal cuidado é sempre a prevenção, afinal, os exames preventivos devem ser feitos anualmente. Eles servem para identificar diversas doenças, como câncer, diabetes, hipertensão, ainda em fase inicial, quando ainda não há maiores complicações. Portanto, fazer check-up periodicamente é essencial. 

Além disso, “não fumar, não consumir álcool e não fazer uso de drogas ilícitas estão entre os cuidados”, reforça Vicente, que também lembra a importância de beber bastante água e manter a pressão sob controle e uma dieta equilibrada para ter qualidade de vida a longo prazo. 

Para quem tem diabetes, o exercício físico estimula a produção de insulina e facilita o seu transporte para as células. Aliás, uma alimentação saudável e uma rotina de atividades físicas são sempre úteis à saúde de qualquer pessoa. Afinal, ninguém merece os malefícios do sedentarismo, não é!?

 

Procure sempre por especialistas para te indicarem a melhor dieta e para que os exercícios físicos sejam executados corretamente. E não esqueça que a Pague Menos tem uma linha completa de cuidados para que tem diabetes.

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Fonte: Portal da Diabetes | Saúde Abril

Vicente Freire

Cirurgião vascular e endovascular, membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV-CE) | Instagram: @dr.vicentefreire