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Glicemia: a importância do controle glicêmico

Entenda a importância de controlar a glicemia, conheça os exames para contatar o nível glicêmico e quais são as dicas para evitar seu descontrole!

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Glicemia: a importância do controle glicêmico

Falar de glicemia é impossível sem falar de açúcar. E não é só o açúcar que utilizamos para adoçar aquele suco ou cafezinho, hein!

O aumento dela está diretamente ligado ao consumo de alimentos. Portanto, deve ser dada prioridade a uma alimentação com carboidratos vindos de fontes integrais. Assim, eles vão garantir a produção adequada de glicose, facilitando o controle glicêmico e evitando o diabetes. O processo da glicose no corpo funciona da seguinte maneira:A partir do consumo dos alimentos, ela se converte em energia e mantém cada célula do corpo funcionando. Sem ela, cérebro, coração, rins, fígado e demais órgãos vitais não conseguem desempenhar bem suas funções. Toda essa energia chega ao nosso organismo graças ao sistema vascular, que transporta o sangue através das artérias, veias e capilares.]

Por isso, é tão importante manter os níveis dela sob controle, pois qualquer alteração tem consequências em todas as funções corporais. Por exemplo, a hipoglicemia, causa episódios de tremores, corpo frio, fraqueza e visão turva. Para resolver isso, basta a ingestão de alimentos para normalizar as taxas de açúcar no sangue.

Desse modo, trouxemos o cirurgião vascular e endovascular Vicente Freire para explicar os riscos do excesso de açúcar na circulação. Continue a leitura para colocar sua saúde em dia!

O que é glicemia?

É a concentração de glicose no sangue, que é avaliada a partir de exames de sangue específicos que detectam se os níveis glicêmicos estão normais, baixos ou altos. Para uma pessoa ser diagnosticada com diabetes, é preciso passar pelos exames de hemoglobina glicada e glicemia.

Qual é a diferença entre glicemia e glicose?

Para tirar de vez essa dúvida comum das pessoas, explicamos abaixo: glicose: é o açúcar do sangue, ou seja, a substância propriamente dita, que se origina de alimentos, como carboidratos; glicemia: é o exame que mede a taxa de glicose no seu organismo. Assim, ela é a quantidade de glicose encontrada no sangue.

Níveis glicêmicos

A quantidade de glicose no sangue pode variar de 70 mg/dL até 99 mg/dL, para ser considerada normal. Menor que 70 mg/dL indica hipoglicemia e a partir de 100 mg/dL significa que ela está alta.

Essa alteração pode ser entendida como pré-diabetes (100 a 125 mg/dL) ou diabetes mellitus (maior ou igual a 126 mg/dL). O Dr. Vicente Freire reforça que a causa mais comum de aumento constante da glicose no sangue, hiperglicemia, é o diabetes mellitus (DM).

Hiperglicemia e sistema vascular

De acordo com publicação do Comitê Internacional de Especialistas, American Diabetes Association (ADA), o diabetes melitus foi definido como um grupo de doenças metabólicas. Já que é oriundo de uma hiperglicemia causada por defeitos na secreção ou na ação da insulina, ou em ambas.

Isso ocorre devido à insulina ser um hormônio que o pâncreas produz com a função de atuar como uma chave. Assim, ajuda a glicose a entrar nas células e ser utilizada como fonte de energia.

Diabetes

O diabetes mellitus caracteriza-se por hiperglicemia crônica com distúrbios do metabolismo dos carboidratos, lipídios e proteínas. De acordo com o cirurgião Vicente Freire, este quadro está associado ao prejuízo e à falência de vários órgãos. Principalmente, olhos, rins, nervos, coração e vasos sanguíneos.

Pessoas com diabetes também têm mais predisposição a sofrer com pressão alta. Isso acontece, porque a resistência à insulina, característica do diabetes tipo 2, afeta o acesso das células à glicose. O resultado disso é o açúcar de sobra no sangue, fator que contribui para as artérias se enrijecerem, aumentando a pressão arterial.

Se você ainda não sabe a diferença entre os tipos de diabetes, vamos acabar de vez com sua dúvida. Confira!

diabetes tipo 1: é aquela que normalmente ocorre por influência genética ou quando uma doença faz com que o pâncreas suspenda a produção de insulina; diabetes tipo 2: pode estar ligado a fatores como colesterol alto, pressão alta e obesidade.

Efeitos do descontrole glicêmico

Claro que qualquer alteração no funcionamento do organismo tem suas consequências, não é!? As principais consequências à saúde são as complicações diabéticas e os distúrbios metabólicos, principalmente a hiperglicemia, destaca o Dr. Vicente Freire.

O especialista também alerta que o diabetes mellitus está associado ao surgimento de doenças cardiovasculares. Ou seja, aumenta as chances dos pacientes com tipo 2 em quatro vezes de morrer por doença cardíaca e de ter AVC (acidente vascular cerebral), em comparação com pacientes não diabéticos.Desse modo, as complicações do diabetes são as principais responsáveis pela morbidade e mortalidade dos pacientes diabéticos.

Quais são as maneiras de fazer a medição?

Há diversos modos de se medir, cada um com sua facilidade de fazer.

De jejum

O exame em jejum mede a glicemia pela coleta de sangue. Esse método exige que a pessoa esteja em jejum de, no mínimo, de 8h a 12h. Assim, acusa qual é o grau de mesmo depois de várias horas da última refeição.

Pós prandial

Esse método é feito com o aparelho de medição, e checar qual é o valor dela depois de poucas horas de uma refeição. Por exemplo, após 1h ou 2h do horário do almoço. Dessa forma, é possível ver se ela sobe, abaixa rápido ou devagar após as refeições.

Hemoglobina glicada

O teste é realizado com a retirada de amostras de sangue e mede qual é a taxa de glicemia dos últimos três meses. Esse teste é interessante para ver a necessidade de fazer o controle glicêmico com medicações e pode ser ajustado com as recomendações orientadas pelo médico.

Capilar

Esse é o exame mais simples, feito por meio de um aparelho de medição adquirido em farmácias. Basta espetar a ponta de um dos dedos das mãos, e colocar o sangue em fitas preparadas para serem colocadas no aparelho. Com o teste, a pessoa pode fazer um melhor controle glicêmico, baseado no resultado imediato que esse exame oferece.

Curva glicêmica

Esse exame é voltado para constatar a possibilidade de a pessoa estar pré-diabética ou com diabetes. O procedimento é realizado em laboratório ou hospital, por via oral, em que uma dose controlada de açúcar é aplicada na boca, sendo testada a taxa glicêmica, em seguida.

Sensor glicêmico de braço

Um aparelho eletrônico é colado no braço que, sem furar a pele ou fazer qualquer tipo de corte, mede o período da taxa glicêmica. Uma vantagem desse exame é que alguns aparelhos têm conexão com aplicativos, oferecendo esse monitoramento pelo celular. Portanto, devem ser feitos testes com frequência para quem tem suspeita de diabetes ou àqueles já diagnosticados.

O que fazer quando a glicemia está alta?

Quando ela está alta, também chamada de hiperglicemia, você deve tomar algumas atitudes o mais rápido que puder para fazer com que ela abaixe até se estabilizar.Veja as principais medidas para controlar essa condição:

beba bastante água: isso ajuda a diluir a glicose por mililitro de sangue; use insulina: se você precisa aplicar insulina para conter o aumento glicêmico, aplique imediatamente quando constatar essa taxa; consuma mais alimentos com fibras: eles ajudam a regular o nível; tome a medicação prescrita pelo médico: medicamentos recomendados pelo seu especialista, devem ser ingeridos no momento que souber que ela está alta.

O que fazer quando ela está baixa?

Quando ela está muito baixa, também chamada de hipoglicemia, você deve fazer com que ela suba a ponto de se sentir melhor.

Veja as principais medidas para regular o índice glicêmico baixo:

beber um copo de suco com açúcar, com moderação na quantidade; tomar uma colher de mel; comer algo doce, como uma torta, bolo ou pão; tomar água com uma colher de açúcar.

Como cuidar

O principal cuidado para controlar é sempre a prevenção. Afinal, os exames preventivos devem ser feitos todo ano.Eles servem para identificar diversas doenças, como câncer, diabetes, hipertensão, ainda em fase inicial. Por isso, fazer check-up periódico é essencial.

Além disso, ter uma dieta equilibrada, beber bastante água, manter a pressão sob controle, não fumar, consumir álcool ou fazer uso de drogas ilícitas estão entre os cuidados, reforça o Dr. Vicente.

Para quem tem diabetes, o exercício físico estimula a produção de insulina e facilita o seu transporte para as células. Na verdade, uma alimentação saudável e uma rotina de atividades físicas são sempre úteis à saúde de qualquer pessoa.Procure sempre por especialistas para indicar a melhor dieta, medicamentos, fazer o monitoramento glicêmico e acompanhar de modo geral sua saúde.

Na Clinic Farma, serviço de atendimento profissional da rede de farmácias Pague Menos, são oferecidos serviços de acompanhamento para diabéticos, bioimpedância, apoio na compra e administração de medicação, e ainda, medição glicêmica e muito mais!

O que é algo essencial para viver com mais qualidade, considerando uma doença grave, sem cura e silenciosa que sem o tratamento correto, pode levar à consequências graves, como já citamos.Gostou? Não esqueça que a Pague Menos tem uma linha completa de cuidados para quem tem diabetes. Acesse e saiba mais!

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